"Imagine all the People living life in Peace"
John Lennon


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quinta-feira, 7 de julho de 2011

Reflexão

O ano lectivo já acabou há algum tempo e eu ainda não fiz o verdadeiro balanço dele. Acho que chegou a altura de o fazer.
Foi o ano terminal, o 12º. Agora posso dizer que o meu percurso no ensino obrigatório acabou, em Setembro estarei no Ensino Superior. Posso dizer que o meu Secundário foi um período de muitas emoções contraditórias, de muitos acontecimentos. Foi um período de alegria e tristeza, de ganho e de perda. Mas acima de tudo, foi um período de crescimento e de conhecimento de mim própria. Ao longo destes três anos passei de criança ingénua e fraca, que se deixava levar pelos sentimentos sem ver o que as pessoas são na realidade, para ser a pessoa forte e madura, que mantém a guarda e sabe ser superior quando as situações a isso me obrigam.
Focando-me só neste ano que passou, concluo que realmente sou mais forte do que aquilo que pensava e que quando me empenho a sério, consigo os meus objectivos. Cheguei à conclusão de que é preciso muito mais do que simples crianças com a mania que são gente para me deitarem abaixo e me fazerem perder a vontade de vencer. Percebi que os verdadeiros amigos são-no todos os dias, e não só durante um breve período, esses são apenas colegas, nada mais. Há uns anos alguém me tinha dito isto, que a vida se divide em família, amigos e colegas, mas a minha ingenuidade não me deixou ver claramente os colegas, fazendo-me confundi-los com amigos. Felizmente apercebi-me disso rapidamente e não levei um encharcado de àgua fria.
Continuando com a reflexão deste ano, posso dizer que todo o esforço valeu a pena. Nada foi feito em vão. Acabei o meu 12º ano com uma óptima média, entrei, pela primeira vez, no quadro de honra, e deixei os meus pais (e a mim) orgulhosos. Deixei de lado tudo o que era secundário, como mesquinhices, contos&ditos e telenovelas mexicanas para me dedicar ao que era realmente importante para o meu futuro, e não me arrependo de nada. Apenas lamento uma coisa. Lamento ter tido uma turma tão horrível ao longo destes três anos, um turma onde a intriga, a inveja, a falsidade e a hipocrisia eram uma constante. Havia boas pessoas, pessoas com quem eu sei que podia e continuo a poder contar, mas também havia muita má gente, e essa, bom, essa destoava logo tudo, tornando a turma horrível. Era uma turma sem união, sem amizade, apenas cinismo no momento em que alguém precisava de outro alguém. É triste, mas fomos a única turma que, no baile de finalistas, apresentou um livro de curso digital feito pelo director de turma, quando este deveria ter sido feito pela turma em conjunto. Mas pronto, foi a rica turminha que tive...
Concluindo, pois já me larguei demasiado (peço desculpa), foi um ano de vitórias para mim, apesar de todas as adversidades. Hoje, concluido este percurso da minha vida, só tenho uma coisa a dizer:


Adeus ensino secundário,



ALOHA Ensino Superior

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Talvez um dia, quem sabe...

Talvez um dia me perdoes pelo mal que te fiz. Nunca mo disseste, mas sei que te sentis-te usado e humilhado, e lamento muito por isso. Espero que saibas que nunca foi minha intenção te magoar daquela maneira. Na altura expliquei-te a confusão em que estava a minha cabeça, fui sincera, não escondi nada. Penso que me compreendes-te, mas ao mesmo tempo fiquei com a sensação de que não acreditavas totalmente no que dizia.
O tempo passou, e meses mais tarde eu segui a minha vida. Quero que saibas que tive medo de o fazer, não tanto por mim, mas por ti. Receei que te sentisses ainda mais usado e humilhado, não queria por nada que ficasses com má imagem de mim e, pior, que a nossa amizade, já abalada, acabasse definitivamente. Mas lá fiz aquilo que o meu coração me disse para fazer e, mesmo que a medo, segui em frente. Na altura fiquei com a sensação de que não aceitas-te muito bem, mas compreendi. Não era fácil para ti, ainda por cima devido às circunstâncias. Tentei ser discreta e não to "esfregar" na cara constantemente. Com o tempo foste aceitando, ou pelo menos, assim aparentava.
Hoje, espero que tenhas superado todo esse mal que te causei e que, mesmo que não me consigas perdoar agora, talvez um dia o faças. Cada um seguirá a sua vida, por caminhos distintos, e lamento que aquele meu erro tenha deitado a perder a grande amizade que tinhamos construído. Podia começar a dizer que "se pudesse voltava atrás e mudava tudo", ou que "quem me dera nunca ter dado aquele passo que me levou ao precipicio", mas isso agora não altera nada. O mal está feito e não pode ser alterado.
A tua amizade significou o mundo para mim. Durante muito tempo foste o meu porto de abrigo, um melhor amigo, um apoio incansável. Lamento que tenhamos tido este fim e que agora sigamos por vias diferentes, mas quero que saibas que estarás para sempre no meu coração e que nunca esquecerei a amizade que em tempos partilhamos. Talvez um dia essa amizade renasça... ou talvez não. De qualquer maneira não te digo adeus, mas sim até breve, pois acredito que ainda nos havemos de encontrar no futuro.

Foste um dos melhores amigos que alguém poderia desejar, e eu tive a sorte de ter.
Obrigada.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

E dos últimos dias só tenho a dizer...

...não aguento mais!!!


Estou cansada, física e psicologicamente. Já não aguento mais esta pressão constante, o trabalho que parece não acabar nunca e as preocupações que me sufocam. É testes, trabalhos, portfólios, merdices e chatices. Tenho a cabeça prestes a rebentar, a sério. E como se não bastasse tudo aquilo com que já tenho de me preocupar, ainda aparecem os belos dos "bombardeamentos".

Estou desmotivada e sem paciência.

See you later

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Se Ele existisse... #2

     



...nada disto aconteceria!!!

Se Ele existisse...

Antes de mais quero já pedir desculpa às pessoas religiosas, não tenciono, de forma alguma, ferir os vossos sentimentos ou ofender-vos, simplesmente darei a minha perspectiva das coisas.

Pois bem, segundo muita gente, Deus existe. Como já é do conhecimento de alguns, eu não acredito em Deus, apesar de ter andado na catequese, ter feito a comunhão e patati patata... Isso aconteceu porque a minha família é religiosa e eu, na altura, não tinha voto na matéria.
Mas voltando ao que me levou a escrever sobre este tema aqui. Eu sou da opinião de que se Deus existisse o mundo não era o que é. Tão simples quanto isso. Já sei que muita gente dirá que não é Deus que está a estragar o mundo mas sim o Homem. E posto isso eu pergunto: "mas então o Homem não foi criado por Deus, à sua imagem e semelhança?" Pois... Não me interpretem mal, eu aceito e respeito quem acredita e quem é religioso, quer seja cristão, muçulmano, budista ou outra coisa qualquer. O que eu não consigo entender é como é que os crentes, quando algo de mal acontece, rezam e rezam e rezam para pedir ajuda a Deus e aos santinhos todos (até porque há santos para tudo e mais alguma coisa) e quando o problema se resolve voltam a rezar e a rezar e a rezar a agradecer a Deus. E depois eu pergunto-me: "ora bem, se Deus existe e resolveu o problema então porque é que o problema apareceu sequer?". Muita gente não terá resposta para isto, outra tanta dirá que é obra do Diabo, de Satanás, o arqui-inimigo eterno de Deus e que ambos vivem uma disputa infindável: um faz o mal, o outro faz o bem, atacando-se mutuamente. E novamente aqui a Ni pergunta-se: "mas agora isto é o quê? Uma espécie de "Senhor do Anéis" ou de "Harry Potter", em que há um vilão e um herói?". Confusos? Pois, eu por vezes também fico... mas a minha teoria é sempre esta:

O mundo é o que é: o Homem é o que é, a Natureza é o que é. As catástrofes naturais não são fruto da ira de Deus, acontecem porque o planeta está em constante movimento. Os acidentes acontecem porque têm de acontecer, porque não vivemos num mundo perfeito e as pessoas cometem erros, voluntários ou involuntários, porque sim, porque ninguém é perfeito. As pessoas são más porque nasceram más, porque algo genético as fez ser assim, e não porque são "filhas de Satanás". São filhas de um pai e de uma mãe humanos que simplesmente não souberam educar o/a filho/a ou porque tiveram "azar" e a junção dos seus códigos genéticos deu origem "àquilo".

E, pedindo novamente desculpa às pessoas religiosas e voltando a frisar que, DE FORMA ALGUMA, tenciono ferir os vossos sentimentos ou desrespeitar-vos, tenho dito.

Peace&Love, Always

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Ainda vou ser canonizada...

Toda a gente merece uma segunda oportunidade, é um facto, mas será que alguém merece uma terceira? Principalmente se depois de lhe ter sido dado uma segunda esse alguém voltou a fazer exactamente a mesmíssima coisa, tendo tido comportamentos iguais? Pois... Muito sinceramente eu digo que não, e repito mil e uma vezes para mim mesma que não, se fez asneira da primeira e voltou a fazer asneira da segunda acabou, não há mais oportunidades. Mas depois lá começa a consciência a pesar e lá vem aquela vozinha dizer "não sejas má, dá lá outra oportunidade à pessoazita. Coitada, no fundo até nem se pode dizer que tenha sido tudo tudo tudo culpa dela" e blá blá blá... Eu bem tento calar esta voz irritante que me faz ser tão boa pessoa para quem não merece, mas enfim, ela é mais forte que eu.

No fim disto tudo só tenho a dizer:


É que oh pah, se ainda há alguém que tem o descaramento de dizer o contrário eu nem sei de quantas mais provas esse alguém precisa.

sábado, 23 de abril de 2011

Swimming with the Sharks

É por meras palavras que recordo momentos amargos, gravados na minha mente e presos na minha memória. A incerteza de uma Paz duradoura corrói a minha alma e coloca em causa a minha sanidade mental. Interrogo-me mil e uma vezes com questões para as quais não consigo encontrar resposta, pois este mundo em que me encontro é demasiado incerto. Desejei, sem cessar, um breve espaço de tempo para poder alcançar a acalmia necessária, de forma a colocar as ideias em ordem e delinear um caminho seguro. Desejei, obtive, mas, como tudo o que é bom, acabou-se depressa. Dissipou-se por entre os meus dedos como se de fumo se tratasse e hoje... Hoje volto ao mesmo caminho acidentado, ao mesmo mar de ondas incontroláveis, á mesma incerteza, insegurança e mau estar com que vivi todos estes meses. Porém, sei que um dia chegará o verdadeiro fim. Um dia chegará o momento em que colocarei o derradeiro ponto final e farei parágrafo. Mas, até lá, quantas mais pedras terei de afastar e quantas mais ondas terei de enfrentar?! A questão mantém-se, a dúvida permanece e a incerteza não desvanece...

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Mais que namorado, um porto de abrigo...

Sabes bem como me abraçar e fazer-me sentir protegida quando tudo o resto parece desmorar à minha volta. Sabes bem como me beijar e fazer-me sentir amada quando parece que o mundo está contra mim. Sabes bem como me amar a todas as horas, segundos e minutos de cada dia. Não parece, mas já se passou um ano, dois meses e vinte e quatro dias desde aquele segundo que mudou tudo. Não é necessário voltar a descrever a história que mil e uma vez recordamos, mas é sim necessário relembrar o quanto te amo, o quanto te quero e o quanto preciso de ti. Hoje, passado todo este tempo, tu não és apenas o meu namorado. És namorado, amigo, porto de abrigo. És aquele a quem recorro sempre, nos bons e maus momentos. És aquele com quem quero continuar a partilhar lágrimas e sorrisos. És aquele com quem imagino o meu futuro.


Amor, "tu sabes o quanto eu te amo, o quanto eu gosto de ti"

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Life isn't fair... #2

Fez esta madrugada oito dias que o meu telemóvel resolveu atrofiar, acusando, sucessivamente, memória cheia, mesmo depois de eu apagar tudo e formatado o cartão de memória. Até aqui tudo mais ou menos, até porque o telemóvel antido da minha mãe ainda funcionava e deu para desenrascar.Sábado à tarde levei o meu telemóvel para arranjar e a rapariga da loja disse-me que hoje ele já estaria pronto, pois era necessário apenas uma actualização de software. Porreiro. Ontem à noite, estava eu muito descontraída da vida, até que recebo uma sms e, ao retirar o telemóvel da minha mãe do bolso e pressionar o botão de desbloqueio, o ecrã fica todo verde, sem se ver as letras (é um 1100, ainda a preto e verde). Comecei a stressar mas tentei não panicar. Retirei a bateria e voltei a colocar mas a criatura nada. Resultado: eu sem telemóvel. no entanto não entrei muito em pânico, uma vez que contava em já ter o meu telemóvel hoje. Escusado será dizer que passei o dia em pulgas mas, qual não foi a minha enorme decepção quando ao fim do dia, quando o meu pai me foi buscar à escola e eu lhe perguntei pelo telemóvel a resposta dele foi: "Passei por lá mas a rapariga disse que ainda não chegou nada". E a loja fechava às 19h. Fixe -.-'. Às 18h45, mais ou menos, o meu pai ainda ligou para mas nada. Resultado: eu continuo sem telemóvel.

O meu dia está a correr mesmo bem, eihn?!

Espírito Assassino

Estão a ver aqueles serial killers típicos do CSI ou Criminal Minds? É com um espírito assim que me sinto hoje, ou melhor, agora. De manhã acordei mesmo bem, feliz por ter ficado a dormir mais duas horitas e, por incrivel que pareça, entusiasmada com o teste de História. Mas, como já não é de admirar, a boa disposição vai-se assim que entro em A. P. e tenho de, obrigatoriamente, entrar em diálogo com dois dos seres mais falsos, mesquinhos, hipócritas e invejosos que alguém ao mundo pôs. E porquê? Muito bem, eu passo a explicar. Primeiro, porque decidem andar a inventar merdices atrás de merdices para tentar queimar os outros. Segundo, porque gostam de meter os defeitos delas nos outros. Terceiro, porque quando estão com a corda ao pescoço sabem vir ter comigo mas quando já não é preciso é facada atrás de facada. Fico possessa com esta gente. E depois ainda se assumem como gente honesta. HONESTA?! WTF?! Devem estar a gozar com a p*** da minha cara, só pode.

Alguém tem uma arma de fogo que me empreste? Dava cá um jeito...

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Oh Santa Paciência

Estou eu a tentar estudar porque tenho mega teste de história na segunda e o que é que o meu querido vizinho da frente resolve fazer? Pôr todo o tipo da música mais azeiteira que vocês podem imaginar, em alto e bom som, para que toda a rua oiça. Não há paciência que aguente... Já pensei chamar a polícia, e até os senhores do manicómio, mas como não tenho tempo para mais filmes de terror/cómicos cá na rua, fico-me por enfiar os head phones nos ouvidos e  tentar esquecer que tenho uma vizinhança tão... fora do comum vá (para não partir já para a má educação).


terça-feira, 29 de março de 2011

Reset

Mal posso esperar por ver chegar o dia em que poderei dizer "Finalmente posso fazer "reset" e começar de novo". Estou farta desta rotina diária, destas pessoas falsas, mesquinhas e hipócritas. Estou cansada de ver todos os dias as mesmas caras de enjoadas, de ouvir as mesmas palavras cínicas e sentir os mesmos olhares invejosos. Já faltou mais, é verdade, mas agora que me encontro na recta final, prestes a alcançar a meta, os quilómetros parecem ter-se tornado mais longos e o caminho mais acidentado. O tempo parece custar a passar e o cansaço não dá tréguas. Sei que no final tudo valerá a pena, só para ter o prazer de respirar fundo e pressionar o botão de "reset" com o maior dos prazeres, apagar da memória todos aqueles que não interessam e começar de novo. Mas até lá resta-me continuar esta maratona.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Life isn't fair...

Logo hoje, com um dia lindo como o que esteve, aquela temperaturazinha amena, aquele Sol radiante e aquele céu azul como já não havia memória, eu tive de passar o santo dia enfiada na escola (praticamente, só saí para vir almoçar a casa, ao menos isso). Quer dizer, quando estão estes dias lindos, perfeitos e maravilhosos eu tenho de estar enfiada naquela porcaria de edifício com gente cuja mesquinhez é tanta que nem lembra ao Diabo, e estou mesmo a ver que quando tiver um pouquinho de tempo livre o tempo vai estar uma merde (merda soa melhor em francês)... Que rica sorte, eihn?!

Oh rias, cheguem rápido, POR FAVOOOOOOR!!!


domingo, 20 de março de 2011

I Really F***ing Miss It

Como soube bem acordar e ver que estava um dia lindo. Abrir a janela e sentir os raios de Sol acariciar o meu rosto, ouvir os pássaros a cantar, respirar fundo e sentir que sim, é Primavera! No entanto, após toda a felicidade de ver um dia tão brilhante como o de hoje, um sentimento de nostalgia invadiu-me e senti uma saudade enorme do Verão, dos dias enormes, do Sol quente, das roupas leves, dos dias na praia, da falta de deveres e prazos a cumprir, das noites à beira mar, das férias... As semanas parecem passar rápido, mas o ano lectivo parece nunca mais acabar.

QUERO AS FÉRIAS DE VERÃO, JÁ!




segunda-feira, 14 de março de 2011

Worlds apart

O teu limite é o céu, o meu transcende o universo. Não me invejes, não me tentes igualar. Somos pessoas diferentes, embora em tempos nos tenhamos achado iguais. O tempo passou, os nossos passos seguiram por caminhos diferentes. Hoje, tudo acabou e os nossos mundos são diferentes. Mantém-te no teu, não interfiras no meu. O passado já lá vai, agora vivo o presente com os olhos postos no futuro. A razão impede qualquer memória de subir ao meu consciente, a verdade está mais clara que nunca. Chega de hipocrisia e de palavras bonitas num momento, se no outro me vais rebaixar e tentar colocar ao teu nível. Sou bem mais que isso, e tu sabes-lo de gingeira. Não insistas, não vale a pena. A tua verdadeira forma de ser ultrapassou qualquer barreira e no meu mundo há não espaço para seres como tu.



Peace&Love

domingo, 13 de março de 2011

Open Eyes


Depois de várias cabeçadas bem dadas na parede já devia ter aprendido. Depois de todo este tempo já deveria saber que, passe o tempo que passar, há coisas que simplesmente se mantêm iguais e as pessoas não mudam, apenas mostram o que são na realidade. Já perdi pessoas que, na altura, achei terem mudado por algum motivo. Eventualmente até achei que havia sido eu que tinha errado em algo, só não sabia em quê. No entanto, hoje olho para trás, avalio bem as coisas como elas são, e percebo que não, elas não mudaram, apenas deixaram cair a máscara que usaram durante todo o tempo em que pensei conhecê-las. Durante todo o tempo que essas pessoas diziam mil e uma palavras bonitas, diziam estar sempre disponíveis, sempre prontas para ajudar e ouvir. Durante todo esse tempo (percebo agora) tudo não passou de simples gestos dramatúrgicos levados a cena no palco que era a minha vida. Todas as palavras proferidas ao vento não tinham passado de simples aglomerados de letras ditas da boca para fora.
O tempo passou e, ainda hoje, me vejo obrigada a conviver com pessoas assim. Contudo, parece que finalmente aprendi a não dar tudo de mim num primeiro momento. Parece que, finalmente, aprendi a desconfiar de tudo e todos, até provas em contrário. O tempo passou e não, não me tornei numa pessoa fria, sem sentimentos, cujo coração se transformou em pedra. Nada disso. Continuo a mesma pessoa de sempre. As gotas de àgua salgada ainda escorrem pelo meu rosto e o meu sono ainda é interrompido por batimentos cardíacos acelerados pelo desasossego. O tempo passou e aprendi que a vida não é o mar de rosas que idealizava em criança. O Sol não brilha todos os dias e as nuvens não são feitas de algodão doce. O Céu, por vezes, também chora e o as verdades magoam.


quarta-feira, 2 de março de 2011

Wearing a Mask

Por mais que me digam e por mais que eu saiba que erguer a cabeça, dar luta e marcar posição seria o ideal, tenho a admitir que sou incapaz de o fazer. Porquê? Muito simples. Primeiro, porque os meus pais foram os melhores e deram-me uma boa educação, educação essa que me ensinou que às vezes é preferível ignorar, virar costas e andar, do que descer ao nível de certas pessoas. Segundo, porque infelizmente existe a possibilidade de eu ter algo a perder, e esse algo tem o seu q.b. de importância no meu futuro. Assim sendo, vou aguentando, vou "aceitando", vou engolindo certas e determinadas coisas, atitudes e palavras lançadas ao vento. Guardo todas as energias negativas dentro de mim, impedindo-me a mim mesma de as deixar sair. Guardo-as por detrás desta máscara politicamente correcta que a boa educação me ensinou a usar quando as situações, embora nada agradáveis, necessitam que se mantenha uma certa postura. Não é fácil, admito. Nada fácil mesmo. Muito pelo contrário. Uso esta máscara há já demasiado tempo e o acumular de energias negativas (que não cessam de crescer) corrói-me por dentro, apresentando, sucessivamente, desafios à minha paciência. Com o passar do tempo esses desafios têm-se tornado mais complexos, mas a minha paciência continua a ser capaz de os superar e a corda continua a esticar. Não sei, contudo, quanto tempo mais essa corda continuará a ter a elasticidade necessária para tudo isto e a verdade é que, um dia, quando a corda rebentar, não sei qual será o resultado. Até lá, continuarei a usar esta máscara politicamente correcta e a manter esta postura de "pessoa-capaz-de-aguentar-e-ignorar-seres-inferiores".



"Prefiro perder a guerra e ganhar a Paz"
Bob Marley

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Desabafando #5

E é exactamente este pensamento que me está a passar pela cabeça. Não quero nada que amanhã já seja segunda-feira. Não quero, não quero e não quero! Detesto que o fim de semana tenha passado tão depressa, aliás, todos os fins de semana desde à uns meses para cá têm passado absurdamente depressa.
Ou sou eu que ando a ficar doida ou o tempo está contra mim. Só pode.
Estou tão farta, cansada, saturada, cheia, aborrecida e sem vontade para enfrentar mais uma semana que nem dá para explicar. Só me apetece adormecer e voltar a acordar na próxima sexta à tarde. Ou melhor, só me apetece adormecer e acordar em Junho, quando as aulas já tiverem acabado, despachar os exames e gozar em grande o meu verão.
Gosh, como estou desejosa que a tortura acabe -.-'

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

As time goes by...

Encontro-me numa altura em que já não suporto mais este tipo de situações, este tipo de bocas e falsas acusações. A injustiça com que me resolves atacar leva-me a atingir o ponto de saturação e só Deus sabe o quanto me esforço para manter este vulcão de sentimentos negativos adormecido, longe de entrar em erupção.
Proferir estas palavras magoa-me como mil estilhaços de vidro a espetarem-se-me no peito, mas a verdade tem de ser dita. Já não suporto estas discussões constantes, estas "mesquinhices" por coisas sem sentido. Começo a chegar a um ponto em que já não sei o que é melhor para nós. A frase "nem contigo nem sem ti" soa alto e bom som na minha mente, mais vezes do que aquilo que eu gostaria. Sinto este laço que nos unia a quebrar-se...



sábado, 12 de fevereiro de 2011

Das frases que marcaram #2



"Quem és tu para julgar a vida que eu vivo? Eu sei que não sou perfeito e não vivo para o ser. Mas antes de começares a apontares dedos, certifica-te de que tens as mãos limpas."

Sim, esta frase é para algumas pessoas, aquelas que gostam muito de estar sempre a criticar os outros mas não olham por si mesmas antes de falar. Se se metessem mais na suas vidas, se se preocupassem mais consigo mesmas, eram bem mais inteligentes. Parem de criticar, parem de falar, parem de apontar dedos, pois as vossas mãos estão tudo menos limpas!